A revista americana Golf Digest, a mais importante publicação de golfe do mundo, concedeu ao Campo Olímpico de Golfe o prêmio Green Star Award 2016, concedido a campos que se destacam na proteção ao meio ambiente.
É a primeira vez que o prêmio anual da revista é concedido a um campo fora dos EUA.
Segundo a revista, o Campo Olímpico ganhou o prêmio por ter sido construído sob rígidos parâmetros ambientais.
A revista cita em sua edição de agosto o laudo emitido por um perito da Justiça do Rio de Janeiro, que concluiu que a criação do campo aumentou a biodiversidade na área. A obra aumentou em 167% a presença de vegetação nativa, e mais do que dobrou a presença da fauna no local desde junho de 2013.

Vista da Faixa Marginal de Proteção, que teve seu formato original preservado
Foto: Rio 2016/Alex Ferro
Durante a construção e mesmo com o campo pronto, a equipe de manutenção é proibida de utilizar produtos químicos para exterminar vegetação invasora – tudo é retirado manualmente. Também não são permitidos fertilizantes artificiais, então o time do Campo Olímpico produz os próprios nutrientes a serem utilizados pela grama com materiais orgânicos. A gestão ambiental do campo é feita pela empresa ECP Environmental Solutions, formada por técnicos de diversas áreas e com vasta experiência em restauração ambiental.
Construído pela iniciativa privada, o Campo Olímpico de Golfe é gerenciado desde novembro pela Confederação Brasileira de Golfe (CBG), que será responsável pela criação do legado olímpico após os Jogos. O campo será aberto à população. Quem quiser jogar, pagará uma taxa – chamada de green fee. O valor ainda não foi divulgado pela CBG.